Grim Syndicate, uma coleção de NFTs lançada em 2021, desenvolveu um card game chamado Abysswalkers, ambientado no universo Grim Syndicate, marcado pela Daemon Scourge. Em uma parte distante do universo, um viajante chamado Pilgrim U'Sol descobriu que todo ser vivo possui uma alma. A história "Immortal Omnibus" narra os eventos antes que a Ethereal Transit Authority (ETA) começasse a transportar almas para a vida após a morte, uma tarefa atribuída por Nazuul, o Deus da Morte. Nazuul criou os Heralds, ou Anjos da Morte, para gerenciar as almas após a morte.
Uma raça avançada conhecida como os Ancients acidentalmente libertou monstros chamados Daemons, desencadeando uma guerra massiva. Para deter os Daemons, os Heralds de Nazuul usaram uma arma poderosa chamada "God Bomb". Embora eficaz, ela deixou o universo em ruínas. Com o tempo, a vida ressurgiu, e novas criaturas misteriosas chamadas Grims apareceram. Sem almas, os Grims eram sustentados por uma substância escura conhecida como Voidmatter, destacando as surpresas e mistérios infinitos do universo.
O game está atualmente disponível na Steam e Epic Games e não exige hardware de ponta.

Gameplay
Em Abysswalkers, os jogadores começam com algumas partidas de teste para aprender as mecânicas. Após essas partidas, eles podem criar e personalizar decks de cartas. Antes de cada partida, os jogadores selecionam um deck e um Grim, com o deck determinando as unidades e habilidades disponíveis. Cada Grim começa com 20 pontos de vida e possui uma habilidade especial.
O tabuleiro do game apresenta espaços para unidades de combate, um deck para comprar cartas e um cemitério visível para cartas usadas. As unidades pertencem a uma das três classes: Corporeal, Intellectual ou Ethereal, cada uma com forças e fraquezas únicas. Os espaços podem ter torres de ataque ou defesa para aumentar o dano causado ou resistir a mais dano. Barreiras também podem ser colocadas nos espaços, impedindo o oponente de colocar unidades ali e bloqueando ataques ao interferir na visão do alvo.
Durante a gameplay, os jogadores começam com 1 Energy e ganham um ponto adicional a cada rodada, até um máximo de 10. APs são usados para jogar cartas e executar movimentos. A energia não utilizada é então convertida em pontos de "Stamina" que podem ser usados na próxima rodada e serão usados primeiro em vez de energia para ações como mover suas unidades. As unidades, representadas por cartas, exibem estatísticas vitais como custo de energia, ataque, defesa e afiliação de classe, juntamente com efeitos e setas direcionais indicando ângulos de ataque.

As unidades podem ganhar vários ícones de efeito como Guardian, Wrath e Swift, que influenciam o comportamento e os resultados do combate. As interações são classificadas como Contested ou Uncontested com base na proximidade e alinhamento das setas, afetando as possibilidades de ataque e o posicionamento estratégico. O game usa rolagens automáticas de vantagem e desvantagem durante as interações das unidades, cancelando-se mutuamente quando aplicável. As cartas "Boom" têm efeitos diversos, desde aumentos de vida até habilidades de limpeza de tabuleiro. Dicas visuais indicam ataques disponíveis, aprimorando a tomada de decisões estratégicas durante a gameplay.
Análise de Abysswalkers
Abysswalkers oferece uma experiência de TCG bem projetada com um tutorial de onboarding robusto que imerge os jogadores na lore central do game, tornando-o acessível para novatos e envolvente para jogadores experientes.
Gráficos: Os visuais são sólidos, com VFX bem executados que dão vida aos ataques dos personagens. A UI é limpa e funcional, embora não se destaque particularmente. Adicionar efeitos quando os personagens são jogados poderia aprimorar a apresentação e fazer o game parecer mais dinâmico.
Design de Áudio: O design de áudio é competente, com efeitos sonoros esperados para ataques e interações. Dado o estágio atual de desenvolvimento do game, o design de som cumpre seu papel, mas introduzir mais pistas de áudio distintas para diferentes ataques e efeitos poderia tornar a experiência mais imersiva e memorável.

Gameplay: Abysswalkers apresenta mecânicas intuitivas, ao mesmo tempo em que oferece uma gameplay estratégica profunda através das habilidades das cartas e do posicionamento. Ao contrário dos TCGs tradicionais, ele permite que os jogadores coloquem e comandem cartas em locais específicos do tabuleiro, adicionando uma camada tática à tomada de decisões. Arquétipos de deck clássicos como control, aggro e midrange estão presentes, tornando o game familiar, mas ao mesmo tempo inovador.
Um problema que encontrei é que, quando ambos os jogadores têm cartas idênticas, distingui-las se torna difícil devido à falta de indicadores visuais. Isso pode gerar confusão, especialmente durante partidas complexas. Além disso, o pool de cartas atual é limitado, o que é esperado em um beta aberto inicial. Embora isso restrinja a variedade de estilos de jogo por enquanto, futuras expansões provavelmente aprimorarão a profundidade estratégica e a diversidade do game.
Conclusão: Abysswalkers mostra um grande potencial como um TCG focado em estratégia com mecânicas únicas que o diferenciam dos card games tradicionais. Embora o game ainda esteja em seus estágios iniciais, sua base é sólida, e futuras atualizações poderiam refinar ainda mais sua gameplay, visuais e áudio. Com mais conteúdo e balanceamento, ele tem o potencial de se tornar uma escolha atraente para jogadores de TCG casuais e competitivos.


