Atomic Heart - Blood On Crystal on Steam
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Atomic Heart Blood on Crystal DLC: Vale a Pena Jogar?

A DLC Blood on Crystal conclui a história de Atomic Heart em 4 horas. Veja os pontos positivos, negativos e se vale o seu tempo.

Nuwel

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Atualizado 6 de jun, 2026

Atomic Heart - Blood On Crystal on Steam

A quarta e última DLC da Mundfish para Atomic Heart, Blood on Crystal, foi lançada em 16 de abril de 2026 para PS5, PS4, Xbox Series X/S, Xbox One e PC. Ela promete concluir a primeira parte da história e prepara o terreno tanto para Atomic Heart 2 quanto para o futuro shooter MMO The Cube. Se essa promessa realmente entrega o que promete, aí já é outra história.

Sobre o que é Blood on Crystal?

Blood on Crystal começa logo após os eventos da DLC anterior, com P-3 e seus companheiros se reagrupando em uma praia antes de partir para o confronto final contra o antagonista principal, CHAR-les, dentro do Crystal Complex. Um vídeo de resumo logo no início recapitula toda a narrativa até aqui, o que é uma mão na roda para quem já esqueceu o que rolou nos capítulos anteriores.

A premissa é direta: P-3 não aguenta mais o CHAR-les e pretende acabar com as operações dele de vez. Antes que o ataque comece, a praia é atacada, forçando uma retirada. A partir daí, a história entra em uma fase de planejamento em ritmo lento, com a NORA agora instalada na luva de P-3 como uma nova companheira. Granny Zina também retorna após resgatar o grupo de uma emboscada, ajudando a colocar o plano em ação.

NORA glove companion system

Sistema de companheira de luva NORA

A DLC assume que você zerou todo o conteúdo anterior, o que significa que P-3 começa no seu auge e seus aliados estão no nível máximo. Esse contexto é importante, porque o início do jogo limpa seu inventário de qualquer jeito, deixando você apenas com seu martelo e a Secateur por um longo e frustrante período.

A história se sustenta?

Sinceramente, não tão bem quanto deveria para um final de série. O ritmo cai bruscamente após a emboscada inicial. Os personagens passam um tempo considerável discutindo um plano que basicamente se resume a "vá lá e destrua tudo", e a traição central é tão óbvia desde as cutscenes iniciais que deixa de ser um plot twist e vira uma formalidade.

O diálogo abusa daquelas tiradas estilo MCU durante o combate, o que acaba com os poucos momentos em que a DLC tenta ser emocionante. Cenas feitas para ter peso emocional sofrem quando um dos personagens centrais é uma IA que vive dentro de uma máquina de venda de armas. A dublagem em si é forte e alguns personagens continuam interessantes, mas a inconsistência no tom é um problema recorrente ao longo das cerca de 4 horas de duração.

A única área onde a história se salva é no confronto final. A boss fight contra CHAR-les é o melhor encontro de toda a DLC e um dos mais marcantes do jogo base. Se você investiu na narrativa completa, esse payoff vale a pena.

CHAR-les final boss encounter

Encontro final contra o boss CHAR-les

Como é a gameplay?

Repetitiva, com alguns pontos altos. O novo tipo de inimigo introduzido em Blood on Crystal, os Polymorphs, adiciona um pouco de variedade, mas você passará a maior parte dessas 4 horas lutando contra os mesmos robôs que enfrenta desde o lançamento do jogo base em fevereiro de 2023.

O sistema de CHANCE modules é apresentado como uma adição significativa, com certos poderes sendo mais eficazes contra tipos específicos de inimigos. Na prática, o sistema nunca parece fluido o suficiente para recompensar o uso estratégico. Você pode zerar a DLC inteira sem precisar usar isso seriamente.

Inimigos que respawnam são a maior frustração da gameplay. Longas seções de exploração são interrompidas repetidamente por combates que não são interessantes o suficiente para justificar a frequência. Remover os respawns e substituí-los por encontros fixos teria melhorado muito a experiência. O formato atual apenas drena seus recursos sem adicionar tensão.

Puzzles aparecem aqui e ali, mas raramente desafiam. A maioria exige backtracking para checar itens perdidos em vez de resolver problemas de verdade, o que aumenta a sensação de lentidão no level design.

Polymorph enemy encounter

Encontro com inimigo Polymorph

Como é o desempenho no PC?

O desempenho é uma área onde Blood on Crystal não causa problemas. Testando em um PC mid-range (AMD Ryzen 7 7800X3D, Radeon RX 7800 XT, 32 GB RAM) em 2560x1440 com todas as configurações no máximo, exceto ray tracing, a DLC rodou acima de 60 FPS na maior parte do tempo. A sequência da emboscada inicial caiu para cerca de 50 FPS em alguns momentos, mas o resto da experiência ficou bem acima de 70 FPS.

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Dados de desempenho nos consoles não estavam disponíveis para teste, mas a experiência no PC é estável o suficiente para que problemas técnicos não sejam o motivo da sua frustração.

O que é bom e o que não é?

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Quem deveria jogar Blood on Crystal?

Se você jogou todas as DLCs anteriores e quer ver a história chegar ao fim, Blood on Crystal entrega exatamente isso: uma conclusão. A boss fight contra CHAR-les por si só já vale a experiência para os fãs da série, e a narrativa fecha as pontas soltas do jogo base enquanto aponta para Atomic Heart 2 e The Cube.

Se você já não curtiu o ritmo do jogo base ou pulou as DLCs anteriores, não tem nada aqui que vá mudar sua opinião. Essa experiência leva uma nota 5 de 10 — difícil de recomendar para quem não é um fã fervoroso de Atomic Heart.

Crystal Complex level design

Level design do Crystal Complex

A curta duração pelo menos garante que as frustrações não durem tempo demais. É um elogio meio torto, mas é o mais preciso que temos.

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Guias

atualizado

6 de junho, 2026

publicado

6 de junho, 2026