Overview
O Apologium prepara o palco para um campo de batalha onde você vai lutar pela Primal Vibration, a fonte de poder suprema no mundo. Dois mundos diametralmente opostos, um baseado em magia elemental e o outro em avanços tecnológicos, vão se enfrentar. A lore de 'Cross the Ages' é profunda e extensa, já abrangendo dois romances separados que oferecem imersão em seu universo e história.
Gameplay
Como de costume, vamos começar com o visual do game, especificamente, a arte das cartas. Assim como em muitos card games onde as cartas são de importância essencial e sua arte é tipicamente deslumbrante, 'Cross the Ages' não é exceção. Além disso, as cartas recebem aprimoramentos visuais à medida que sobem de nível. Atualmente, três dos cinco níveis anunciados são perceptíveis, cada nível subsequente introduzindo visuais animados. Além disso, cada carta reconhece seu respectivo artista dentro do próprio jogo, e uma inspeção completa da carta revela a arte completa e sem bordas utilizada.

Cross the Ages é um trading card game, e você pode pensar, 'já estamos familiarizados com trading card games', mas confie em mim quando digo que este jogo vai revolucionar sua perspectiva. 'Cross the Ages' se distingue não apenas por seu estilo de arte ou cartas animadas, mas predominantemente por seu campo de jogo. O game é ambientado de forma única em uma grade 4x4, diferente de qualquer um de seus concorrentes, e possui uma gameplay e mecânicas distintas esperando por sua exploração e maestria.
No seu primeiro contato com o game nos tutoriais (que você, sem dúvida, vai precisar), você vai observar um gráfico complexo e intrincado de sete elementos de tipo-combinação, em forma de Heptagrama. Lidar com as vantagens e sinergias elementais pode ser bastante avassalador, necessitando de algum tempo para se ajustar.

Depois de zerar os tutoriais e se aventurar na montagem do seu deck, você pode se sentir um pouco perdido e confuso ao montar um deck de 30 cartas com as cartas disponíveis dentro de um limite de pontos. Esse processo te incentiva a trocar e selecionar cartas continuamente na esperança de criar um deck que se adapte ao seu estilo de jogo e elemento escolhido. A tarefa pode ser inicialmente assustadora e certamente se beneficiaria de mais orientação.
Além do criador de decks e do Heptagrama, o jogo em si representa um desafio e leva algumas rodadas para se acostumar. A princípio, as mecânicas podem parecer simples — basta jogar uma carta de maior poder para capturar a do seu oponente — mas rapidamente se torna mais complexo com efeitos elementais, afinidades, efeitos de tabuleiro, bônus de facção, sinergias de trindade, habilidades de líder e muito mais. Essas mecânicas não são as mais diretas, e você precisará abraçar esse estilo único de trading card game. No entanto, assim que você entender melhor e conseguir suas primeiras vitórias, começará a identificar mais oportunidades táticas para aprimorar suas jogadas e ajustar seu deck para ter uma vantagem sobre seu oponente.
Review
Cross the Ages é surpreendentemente divertido e não te faz perder tempo. As partidas podem acabar em menos de 12 minutos, já que cada jogador tem um limite de tempo para fazer sua jogada, o que o torna perfeito para pausas rápidas. Mas não se engane com o tempo curto das partidas — cada carta que você joga pode virar o jogo completamente, então você precisa ficar ligado o tempo todo.
O game está em desenvolvimento há anos, e isso fica evidente. Os visuais são limpos, a arte das cartas é honestamente incrível, a história é sólida e novos conteúdos continuam chegando. Eles até têm um tutorial decente para novos jogadores, que você definitivamente vai precisar porque este jogo não é como outros TCGs. Em vez de feitiços mágicos e cartas armadilha, Cross the Ages se joga em um tabuleiro 4x4. Você vence controlando o território, não apenas superando seu oponente. É tudo sobre posicionamento inteligente, deck building e saber como usar o sistema Heptagrama, onde cada carta tem um tipo elemental com forças e fraquezas. Ele vira a fórmula típica de TCG de cabeça para baixo, e realmente funciona muito bem. Muitos pontos para a originalidade aqui. Você pode jogar tanto no PC quanto no mobile. Pessoalmente, prefiro a versão mobile, pois parece mais fluida e intuitiva. A versão para PC também é ótima, especialmente para ver o Heptagrama completo claramente, mas encontrei alguns lags aqui e ali.

As coisas de Web3 são integradas ao jogo, mas não parecem forçadas. O token principal deles alimenta o ecossistema de cartas, e você pode trocar cartas facilmente, mesmo que não seja fã de crypto. Existe um sistema on-ramp, então até jogadores Web2 podem entrar e fazer trade sem precisar de uma wallet. Além disso, com pacotes de expansão regulares, cosméticos e até algumas collabs iradas (como uma com Watch Dogs), sempre há algo novo para conferir.

Agora, obviamente, é um TCG, então sim, há um pouco de pay-to-win. Jogadores que gastam terão uma vantagem, especialmente quando novas cartas meta são lançadas ou ao craftar versões mais fortes de cartas. Dito isso, o jogo impõe um limite no poder total do deck, então os grandes gastadores não atropelam completamente todo mundo. Não é perfeito, mas é justo o suficiente.
A longo prazo, a rejogabilidade do game depende de quão forte a comunidade se mantém. TCGs já são um nicho, e com as mecânicas únicas de CTA, isso restringe ainda mais o público. Mas se você é fã de card games e isso te pega, você provavelmente vai se jogar de cabeça — montando decks, theorycrafting e ficando por perto. É o tipo de jogo que talvez não se torne mainstream, mas as pessoas que se viciarem serão leais.



