Introdução
Galaxy Fight Club, ou GFC para os íntimos, é o primeiro jogo de luta PVP Cross-IP com um foco pesadíssimo em coleções de NFT. O objetivo deles é permitir que os holders de diferentes coleções de NFT batalhem entre si para farmar recompensas através de suas mecânicas play-and-earn.
A visão do Galaxy Fight Club é construir um ecossistema verdadeiramente aberto com interoperabilidade de itens digitais, onde os players, em vez da empresa, são donos de sua IP e a usam como bem entenderem.

Gameplay
Galaxy Fight Club permite que os players tragam suas coleções de NFT favoritas para a batalha, permitindo que lutem como Cyberkong, Bored Ape, Deadhead e muito mais. O jogo começa com um tutorial básico, apresentando os controles e as mecânicas. Embora cumpra seu papel, parece meio datado, especialmente considerando há quanto tempo o jogo existe. Após o tutorial, os players são levados ao menu principal, que teve pequenas melhorias na UI, mas os gráficos gerais permanecem inalterados ao longo dos anos.

Os players podem escolher entre cinco modos de jogo, cada um oferecendo um estilo de gameplay diferente. Battle Royale é um free-for-all de 8 players onde o último a ficar de pé vence. Team Deathmatch (3v3) coloca duas equipes uma contra a outra, com a equipe que acumular mais kills antes que o tempo acabe levando a vitória. Death Zone (3v3) introduz um modo baseado em objetivos, similar ao Capture the Flag, onde as equipes devem segurar uma área designada para ganhar pontos. A primeira equipe a atingir 100% vence, ou a equipe com a maior porcentagem quando o tempo acaba leva a partida. O Modo Treinamento permite que os players pratiquem suas habilidades com bots controlados por IA, dando aos novatos a chance de se familiarizarem com as mecânicas antes de pular para partidas reais. Enquanto isso, o Modo Personalizado permite que os players criem lobbies privados, ideal para partidas amistosas ou torneios organizados pela comunidade.

O sistema de progressão do jogo gira em torno da participação em partidas para subir de nível e desbloquear recompensas através do battle pass. Os players em partidas 3v3 podem ganhar Key Fragments e Lootboxes, que contêm NFTs de armas e armaduras. No entanto, desbloquear essas loot boxes requer $GCOIN, o que cria uma divisão notável entre os players que possuem NFTs e aqueles que não possuem.
Enquanto os players free-to-play (F2P) podem curtir o jogo, os holders de NFT têm uma vantagem massiva. Possuir um NFT garante acesso a armas e armaduras mais fortes, dando a esses players uma vantagem significativa no combate. Em vez de depender da skill, vencer muitas vezes se resume a quem tem o melhor gear. Se você não tiver armas upadas ou NFTs, provavelmente vai sofrer contra oponentes que podem te zerar em apenas três hits. Isso cria um desequilíbrio que dificulta a competição em pé de igualdade para novos players ou usuários F2P.
O sistema de matchmaking é decente, geralmente levando de 1 a 2 minutos para encontrar uma partida. No entanto, o verdadeiro problema é a justiça — às vezes, você será pareado contra oponentes com armas NFT de alto nível que podem te aniquilar instantaneamente. Isso faz com que as partidas pareçam mais um teste de poder de gasto do que de skill.
O jogo não está isento de problemas técnicos, e alguns deles podem ser bem frustrantes. Um dos problemas mais notáveis é o joystick que não responde, que às vezes fica "grudento" ou para de funcionar completamente. Picos de ping e lag podem fazer com que a mira e o movimento pareçam atrasados, enquanto problemas de registro de hit fazem com que os ataques não acertem corretamente. Uma área que poderia melhorar a experiência do player é a adição de um sistema de ranking. Atualmente, iniciantes podem se encontrar pareados contra players de alto nível ou muito habilidosos, o que pode tornar as primeiras partidas mais desafiadoras.
Análise
Galaxy Fight Club traz um conceito irado para a mesa, permitindo que os holders de NFT batalhem usando suas coleções favoritas. A gameplay é fácil de pegar, e a variedade de modos de jogo adiciona um certo replayability. No entanto, a experiência parece meio crua em algumas áreas. A falta de um sistema de ranking torna o matchmaking imprevisível, e a clara vantagem dada aos holders de NFT sobre os players free-to-play cria um campo de jogo desigual. Embora a ideia de misturar diferentes projetos de NFT em um jogo de luta seja inovadora, a execução pende demais para mecânicas pay-to-win, tornando a skill menos importante do que o gear que você possui.
No lado técnico, o jogo poderia usar algumas melhorias, especialmente nos controles, registro de hit e estabilidade. O joystick de movimento ocasionalmente fica sem resposta, e picos de lag podem fazer o combate parecer inconsistente. Apesar desses problemas, Galaxy Fight Club ainda oferece uma experiência casual e divertida para quem curte partidas rápidas e integração de NFT. Se os devs focarem em balancear a gameplay e refinar as mecânicas, o jogo tem potencial para crescer e se tornar algo muito mais envolvente tanto para holders de NFT quanto para players free-to-play!


