Se você já se perguntou o que J Allard, o cara por trás do Xbox original e da Xbox Live, tem feito desde que entrou para a Amazon em 2024, a resposta aparentemente é: criando um celular.
A Amazon está desenvolvendo discretamente um novo smartphone, codinome "Transformer", projetado para ser movido a IA e profundamente integrado ao ecossistema de produtos e serviços da Amazon. E quem lidera essa gameplay é Allard, um dos nomes mais lendários na história do hardware gamer.

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O homem por trás da missão
Allard passou quase 20 anos na Microsoft e deixou uma marca pesada na indústria. Ele foi fundamental na formação da equipe que construiu o Xbox original, liderou o desenvolvimento da Xbox Live e supervisionou a era do Xbox 360. Ele também participou do player de música Zune, que, bem, não zerou o game como esperado. Ele deixou a Microsoft em 2010.
Quando entrou na Amazon em 2024, Allard disse que estava trabalhando em "novas ideias". Na época, soou vago. Agora, faz muito mais sentido.
O que é o ZeroOne, na real
A Amazon está desenvolvendo o celular Transformer através de uma equipe interna chamada "ZeroOne", descrita como uma unidade focada em criar produtos "revolucionários". Pense nisso como a divisão de elite da Amazon, com a missão de fazer um grind pesado para inovar.
O celular Transformer está sendo construído para empurrar os usuários para os serviços da própria Amazon, incluindo Prime Video, streaming de música, pedidos de comida e compras. Ele incluiria "recursos de personalização" projetados para tornar o acesso a esses serviços o mais fluido possível. A integração com IA já vem de fábrica, o que não deve surpreender ninguém, dado o caminho que toda a indústria tech está seguindo.
A Amazon não descartou cancelar o projeto por completo por motivos estratégicos ou financeiros, e nenhuma operadora de telefonia foi anunciada ainda. Ainda estamos no início do farm.
Uma opção de "dumbphone" parece estar na mesa
Aqui está o ponto que torna essa história genuinamente interessante além da conexão com Allard: a Amazon estaria considerando duas direções diferentes para o dispositivo. Uma é um smartphone tradicional. A outra é um "dumbphone" com recursos limitados, posicionado como uma forma de ajudar as pessoas a gerenciarem o vício em telas.
Essa é uma filosofia de produto bem ousada para uma empresa cujo modelo de negócios inteiro depende de você passar mais tempo nos apps deles. Se essa versão vai ver a luz do dia, é outra história.
O fantasma do Fire Phone ainda assombra essa história
Não dá para falar da Amazon fazendo um celular sem reconhecer o Amazon Fire Phone, que foi lançado em 2014 e descontinuado discretamente após apenas 14 meses. Aquele dispositivo rodava o Fire OS proprietário, pulou o suporte à loja de apps do Android e iOS, e era exclusivo da AT&T. Seu recurso principal permitia que os usuários apontassem a câmera para objetos para identificá-los e comprá-los na Amazon. Ideia legal, build mal executada.
O Fire Phone se tornou um aviso sobre forçar demais o ecossistema. Se o projeto Transformer seguir em frente, a Amazon precisará mostrar que aprendeu com isso. Detalhes de preço para o consumidor e custos de produção ainda não foram compartilhados.
O que isso significa para o mundo gamer
O envolvimento de Allard é o gancho que faz os gamers prestarem atenção. O cara ajudou a definir o console gaming como conhecemos. Se o celular Transformer acabar tendo qualquer ângulo voltado para jogos, seja através de integração com cloud gaming, suporte ao Amazon Luna ou algo totalmente novo, seu background torna isso uma possibilidade real que vale a pena acompanhar.
Sem janela de lançamento, sem preço, sem acordo com operadoras. Muitas peças ainda precisam se encaixar. Mas com Allard no comando e os recursos da Amazon por trás, esse é um projeto que vale a pena ficar de olho. Não deixe de conferir mais:








