Death Stranding 2 chegou ao PC no mês passado com problemas sérios de performance no Steam Deck, mas o patch 1.2 da Nixxes Software finalmente zerou esse problema.
O lançamento inicial no PC rodou de forma terrível no portátil da Valve. O framerate oscilava entre 10 e 25 fps com stuttering constante, um contraste doloroso se comparado à fluidez de Death Stranding: Director's Cut no mesmo dispositivo. Sendo um jogo pesado de PS5 forçando a engine Decima ao limite no hardware do Steam Deck OLED, o resultado foi, como esperado, bem sofrido.
O que o patch 1.2 realmente mudou
A Nixxes lançou o patch 1.2 para a versão de PC de Death Stranding 2 na semana passada. O anúncio oficial da Kojima Productions já mencionava um preset portátil dedicado no lançamento, e as notas do patch 1.2 destacaram "performance aprimorada no Steam Deck", além de otimizações gerais para sistemas com largura de banda PCIe limitada. O changelog completo inclui:
- Melhorias de performance em sistemas com largura de banda PCIe limitada
- Performance aprimorada no Steam Deck
- Diversas correções de crash, melhorias de estabilidade e otimizações de performance
- Screenshots do Photo Mode tiradas em HDR não aparecem mais lavadas
- Gatilhos do DualShock 4 não precisam mais ser pressionados até o fim para registrar o input ao usar o Steam Input
- Várias correções de bugs relacionadas à interface do Mapa
- Várias correções de bugs e melhorias relacionadas aos gráficos
- Várias melhorias e correções de bugs relacionadas a input e interface
A Nixxes já provou seu valor com otimizações para Steam Deck anteriormente. O estúdio portou ambos os títulos modernos de Spider-Man, os dois jogos de The Last of Us e Horizon Zero Dawn para PC, e todos rodaram no Deck muito melhor do que as especificações sugeriam.

Tela de configurações do preset portátil
Antes e depois: os números que importam
A diferença na gameplay é da água para o vinho. Antes do patch 1.2, o Steam Deck OLED sofria para manter um framerate jogável durante quase todo o game. Após instalar a atualização e mudar para o preset portátil, as seções de mundo aberto rodam estáveis entre 30 e 35 fps. Áreas internas mais simples chegam a bater quase 50 fps.
O preset portátil reduz a qualidade visual de forma previsível, mas após seis horas na tela de 7.4 polegadas do OLED, o compromisso parece aceitável. Death Stranding 2 fica mais bonito em telas grandes, mas a versão portátil está muito mais funcional do que o desastre pré-patch sugeria.

Mundo aberto no Steam Deck OLED
O que isso significa para os jogadores de portátil daqui para frente
A Nixxes tratou a otimização para Steam Deck como prioridade, e não apenas como um checklist. Mais estúdios estão incluindo presets portáteis em seus lançamentos de PC agora — Resident Evil 9 e Crimson Desert já chegam com eles —, mas um preset sozinho não garante uma boa performance. O trabalho pesado de otimização por trás do patch 1.2 é o que fez a diferença aqui.
Para Death Stranding 2 especificamente, essa atualização torna o jogo viável para quem tinha descartado a versão portátil. O jogo é um dos exemplos mais fortes da capacidade de Hideo Kojima de misturar sistemas de gameplay com propósito narrativo. Fazer isso rodar liso em hardware portátil é o que importa.
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