EVE Frontier, o spinoff de sobrevivência que nasceu do universo de EVE Online, pode chegar ao Steam Deck antes do que todo mundo esperava. No EVE Fanfest deste ano, os desenvolvedores da Fenris Creations (antiga CCP Games) confirmaram que testes internos no portátil da Valve já estão rolando, mesmo que isso ainda não tenha entrado em nenhum roadmap oficial.

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De teclado e mouse para pronto pro controle
O lance é o seguinte: a ideia de rodar EVE Vanguard no Steam Deck faz todo sentido agora por causa de uma mudança que rolou primeiro. A equipe tem trabalhado pesado na build com suporte total a controles, uma feature que pareceria totalmente fora de lugar para um jogo com as raízes de EVE Online, que sempre foi focado no gameplay de teclado e mouse. Esse trabalho de base foi o que abriu as portas.
O gerente de produto Scott McCabe foi direto: uma vez que o jogo tem um sistema de controle que funciona no gamepad, não existe barreira real que impeça ele de rodar em dispositivos portáteis. McCabe disse que mantém um Steam Deck na mesa dele e tem testado o jogo por lá. Suas palavras foram cautelosas, mas reveladoras: "Estamos apenas testando, dando os primeiros passos."
O EVE Online original já roda no Steam Deck via Proton faz um tempo, mas nunca foi pensado para controle. EVE Vanguard está sendo desenhado de forma diferente desde o zero, e essa distinção faz muita diferença para o portátil.
O problema no launcher que ninguém esperava
O diretor de jogo Sæmundur Hermannsson chamou o suporte ao Steam Deck de "no-brainer" e confirmou que experimentos já estão acontecendo no dispositivo. O impeditivo não é performance, nem anticheat. EVE Vanguard evita deliberadamente softwares de anticheat tradicionais, construindo o que a equipe da Fenris chama de "física digital" diretamente nos sistemas do jogo para evitar exploits. Isso significa que os problemas de compatibilidade com Linux que mantiveram jogos como Apex Legends longe do Deck simplesmente não se aplicam aqui.
O verdadeiro gargalo? O launcher. "Não é o jogo em si", disse Hermannsson, "eram apenas alguns arquivos de configuração."
Esse é um problema surpreendentemente fácil de zerar. Problemas de arquivos de config não são bloqueios arquiteturais. É o tipo de coisa que se resolve em um sprint focado, não em um esforço de engenharia de meses.
O que a equipe realmente disse no Fanfest
Hermannsson foi sincero sobre seus sentimentos em relação a jogos portáteis, admitindo que ele mesmo não é muito de jogar em handhelds. Mas ele colocou o suporte ao Deck como uma meta ambiciosa ligada a algo maior: colocar EVE Vanguard na frente do maior número de pessoas possível. O diretor de desenvolvimento David Bowman resumiu bem: "Nosso objetivo é levar isso para o máximo de jogadores possível."
McCabe brincou que "o pessoal do marketing vai dar um soco na gente" por nos anteciparmos aos anúncios oficiais, o que mostra que o entusiasmo é real, mesmo que o cronograma não esteja cravado.
O trabalho com o controle já transformou como o jogo se comporta. A Fenris descreveu o resultado como um simulador espacial hardcore que parece algo único quando jogado no controle, um afastamento significativo do que EVE Online sempre foi. Esse reposicionamento é o que faz a conversa sobre o Steam Deck parecer menos uma meta distante e mais um passo lógico.
Onde isso vai parar
Sem data de lançamento, sem selo oficial de compatibilidade, sem promessas. O que existe agora são testes internos, um obstáculo de anticheat superado e um problema de arquivo de configuração que a equipe diz estar ciente. Para um jogo que ainda está no grind para o seu lançamento completo, essa é uma posição bem razoável.
Se você quer acompanhar como EVE Vanguard evolui antes de potencialmente chegar aos portáteis, o guia para iniciantes de EVE Frontier é um ótimo lugar para ficar por dentro dos sistemas do jogo, e a coleção completa de guias de EVE Frontier cobre tudo, desde mecânicas de sobrevivência até o universo expandido, conforme mais conteúdo for liberado.








