A Nintendo passou décadas aperfeiçoando a arte da revelação surpresa. Um Direct é lançado, a internet pira e a máquina de hype funciona exatamente como planejado. Na semana passada, essa fórmula sofreu um golpe pesado.
O leaker Natethehate postou o que só pode ser descrito como um roadmap completo dos planos futuros da Nintendo, cobrindo o restante de 2026 e avançando até 2027. Não foi uma dica vaga ou uma imagem borrada de um cartucho. Foi um detalhamento estruturado de jogos, cronogramas e anúncios que a Nintendo ainda nem tinha feito.

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O que vazou e qual a proporção disso
A lista é longa. O vazamento de Natethehate afirma que o lineup da Nintendo inclui um remake de Legend of Zelda: Ocarina of Time chegando neste Natal, um novo jogo de Star Fox e um título inédito de Switch Sports, ambos previstos para este verão, além do retorno de Splatoon Raiders, Rhythm Heaven: Groove e Fire Emblem: Fortune Weave nos próximos meses. Edições para Switch 2 de Pikmin 4 e Xenoblade 2 também aparecem no pipeline.
O detalhe que mais doeu nos fãs: o tão aguardado próximo jogo de plataforma 3D do Mario não chegará em 2026. Super Mario Odyssey foi lançado em 2017, o que significa que os jogadores estão encarando quase uma década de espera entre os principais títulos 3D do Mario.
Natethehate tem um histórico comprovado. Isso não foi especulação de uma conta anônima querendo farmar atenção.
Por que o modelo de marketing da Nintendo torna isso ainda pior
O ponto é: a maioria das publishers consegue absorver um vazamento sem causar danos catastróficos à sua estratégia de marketing. A Nintendo não. A empresa construiu toda a sua abordagem de anúncios em torno de surpresas controladas. Os Directs são eventos justamente porque ninguém sabe o que vem por aí.
Ellis não parou por aí. Falando nas redes sociais, ele descreveu a situação como genuinamente sem precedentes para uma empresa do porte da Nintendo: "Isso não é apenas alguém tuitando coisas enigmáticas 24 horas antes de um Nintendo Direct. É alguém que expôs todo o lineup deles para o resto deste ano e parte do próximo."
A chave aqui é que o marketing da Nintendo não é apenas sobre informação, é sobre timing e emoção. Uma revelação bem feita em um Direct gera um hype real. Um roadmap vazado semanas antes transforma anúncios em meras confirmações, e isso é um jogo completamente diferente.

Estratégia de revelação da Nintendo foi comprometida
'Território desconhecido' e o que vem a seguir
Ellis usou o termo "território desconhecido" para descrever a situação atual da Nintendo, e é difícil discordar. A Nintendo já lidou com leakers antes, muitas vezes com ações judiciais agressivas. Mas parar uma única fonte é uma coisa. Parar um leaker com um histórico estabelecido e preciso, que aparentemente acessou todo o calendário interno de lançamentos, é algo totalmente diferente.
"Eles já tiveram leakers antes e já lidaram com eles", disse Ellis. "Isso parece uma situação diferente e não sei o que vai acontecer a seguir. Mas, para a empresa como um todo, isso se tornará uma prioridade máxima daqui para frente."
A Nintendo não comentou publicamente sobre os vazamentos, o que segue a política padrão da empresa. As indicações atuais sugerem que a Nintendo não tem nenhum grande showcase planejado antes do Nintendo Direct anual de junho, o que significa que a empresa pode ter que lidar com isso por semanas antes de conseguir retomar o controle da narrativa.
Para os jogadores que já estão acompanhando a janela de lançamento do Switch 2, a lista vazada oferece muito o que processar. A questão agora é se a Nintendo vai mudar sua estratégia de anúncio, acelerar algumas revelações para diminuir o dano, ou simplesmente esperar e torcer para que o Direct de junho gere hype suficiente para fazer os vazamentos parecerem notícia velha. Não deixe de conferir mais:




