O changelog do Proton Experimental de 10 de abril trouxe, sem alarde, ótimas notícias para os fãs de terror retrô:Resident Evil (1996), Resident Evil 2 (1998), Dino Crisis e Dino Crisis 2 agora estão com status "jogável" no Steam Deck e Linux. É um upgrade de peso para quatro títulos que só deram as caras no Steam no início deste ano, após uma longa ausência na plataforma.
O que estava quebrado antes
A jornada dos jogos Dino Crisis e dos primeiros Resident Evil no Steam foi bem turbulenta. Quando os dois primeiros Dino Crisis finalmente chegaram ao Steam este ano, eles vieram com o Enigma DRM, o que causou uma baita dor de cabeça para usuários de Linux e Deck desde o primeiro dia. Os Resident Evil originais também não estavam lá essas coisas, presos em um limbo de "não verificado" onde a funcionalidade básica não era garantida.
Para quem usa Steam Deck, "não verificado" é um termo relativo. Alguns jogos rodam de boa mesmo assim. Outros simplesmente não abrem, falham nos comandos ou ficam com o áudio todo bugado. Esses títulos da Capcom caíram exatamente nessa zona frustrante onde, às vezes, você até conseguia rodar, mas exigia muito mais esforço do que apenas dar play.
O que o build de 10 de abril realmente muda
O changelog oficial do Valve Proton confirma que o build do Proton Experimental de 10 de abril coloca esses títulos como "jogáveis":
- Resident Evil (1996)
- Resident Evil 2 (1998)
- Dino Crisis
- Dino Crisis 2
O mesmo build também promove From Dust, Metal Gear Survive e Warhammer: Vermintide 2 para jogáveis, então os ajustes da Capcom fazem parte de uma onda maior de melhorias de compatibilidade.
"Jogável", na terminologia da Valve, significa que o jogo roda e pode ser zerado, mas pode apresentar problemas menores. Fica um nível abaixo de "Verified", que exige suporte total ao controle, configurações padrão corretas e uma experiência redonda logo de cara.
Um detalhe importante
Dino Crisis 2 ainda apresenta problemas com suas cutscenes em FMV. Elas não estão renderizando corretamente sem correções feitas pela comunidade, então, se você quer a experiência completa, vai precisar fazer um ajuste extra. A gameplay em si parece estar em ótima forma, mas as cutscenes são um ponto que ainda precisa de polimento.
Para Dino Crisis e os dois Resident Evil, a situação está bem mais limpa. São jogos curtos e densos que encaixam perfeitamente no formato do Steam Deck, e deixá-los em um estado confiavelmente jogável é uma melhoria real de qualidade de vida para quem quer fazer o grind do catálogo clássico da Capcom em qualquer lugar.
Por que isso importa para o catálogo clássico
O ponto é: aparentemente, os executivos da Capcom precisavam ser convencidos de que alguém ainda queria jogar o Resident Evil original com os remakes por aí. Os jogos chegaram ao Steam e o apetite dos jogadores estava lá. Fazer com que rodem direito no Deck é o próximo passo natural, e o trabalho de compatibilidade da Valve está fazendo o serviço pesado que a própria Capcom não priorizou.
O Steam Deck é uma máquina excelente para jogos mais antigos e curtos. Títulos como Resident Evil 2 (1998) e Dino Crisis levam poucas horas para serem finalizados, ocupam pouco espaço no armazenamento do Deck e brilham no formato portátil. Jogar um survival horror de 1998 em um portátil em 2026 tem um charme especial que os remakes, por melhores que sejam, não conseguem replicar.
Para ficar por dentro do que vale a pena jogar no Deck e além, confira nossas análises mais recentes para ver o que ainda mantém o nível.
A Valve atualiza o Proton Experimental constantemente, então mais melhorias para esses títulos e outros do catálogo da Capcom são possíveis conforme a camada de compatibilidade evolui. Se a situação das FMVs de Dino Crisis 2 for resolvida em um futuro build, o jogo ficará em um estado impecável do início ao fim. Fique de olho em nossos guias se precisar de ajuda para configurar o Proton Experimental pela primeira vez.








