A comunidade de The Witcher pede uma coisa específica para a CD Projekt Red há anos: deixem a gente criar nosso próprio bruxo. Nada de Geralt. Nada de Ciri. Queremos nossa própria criação caçadora de monstros, com a escola que a gente escolher, uma build de sinais que realmente queremos usar e a liberdade de fazer roleplay pelo Continente sem uma história pré-definida. Um projeto vazado sugere que esse pedido finalmente foi atendido, e sem custo nenhum para os players.
Aparentemente, um jogo multiplayer de The Witcher está em desenvolvimento na CDPR, focado em customização total de personagem e contratos online em uma versão do Continente ambientada décadas antes dos eventos dos livros e jogos. O projeto seria free-to-play e focado em PC e mobile, com a disponibilidade para consoles ainda não confirmada.
O que o vazamento diz sobre o jogo
Os detalhes que surgiram pintam um RPG live-service com uma profundidade insana na parte de character building. Os jogadores supostamente escolheriam sua escola de bruxo, definiriam a progressão de habilidades do seu lutador, criariam suas próprias poções e escolheriam seus sinais favoritos. Bruxas também seriam uma opção, o que quebra o lore estabelecido, mas combina com a proposta de um jogo focado na expressão do player.
O combate parece ser um passo consciente para longe daquele button-mashing que quem zerou The Witcher 3 conhece bem. Esquivas, parries e execuções são descritos como o core do sistema, o que sugere que a CDPR (ou quem quer que esteja fazendo o dev) quer que as lutas sejam mais táticas e dependentes de skill.
O mundo em si abrange várias nações e regiões com geografia e climas distintos, o que dá uma escala real ao cenário. Ambientar o jogo décadas antes da história de Geralt também livra os desenvolvedores das amarras do lore, mantendo o tom do universo de The Witcher intacto.
A fantasia de 'criar seu próprio bruxo' finalmente tem um lar
O ponto é: esse conceito é um pedido dos fãs desde o auge de The Witcher 3. A CDPR seguiu o caminho oposto com The Witcher 4, escolhendo Ciri como protagonista pré-definida em vez de liberar a criação de personagens. Foi uma decisão criativa defensável, mas deixou um gap que uma parte da fanbase vem cobrando desde então.
Um jogo multiplayer free-to-play preenche esse gap sem comprometer a visão de RPG principal do estúdio. Os dois podem coexistir. A história da Ciri ganha sua experiência cinematográfica e autoral em The Witcher 4, e os players que querem gastar 200 horas fazendo grind com um bruxo customizado da Escola do Lobo com um nome bizarro também ganham seu espaço.
Os elementos que quebram o lore (bruxas sendo canonicamente impossíveis, a flexibilidade da timeline) são o tipo de concessão que faz sentido para um jogo focado na agência do player. O cânone importa menos quando o objetivo principal é a autoexpressão.
Free-to-play e mobile: a parte que merece atenção
A combinação de free-to-play e mobile é onde um otimismo cauteloso é necessário. A CDPR construiu sua reputação com experiências premium que respeitam o jogador, e um jogo live-service F2P no mobile traz pressões de monetização que não combinam muito com essa identidade.
A chave aqui é como a monetização vai funcionar quando o jogo for revelado. Modelos apenas cosméticos funcionam bem para esse tipo de jogo. Qualquer coisa que bloqueie árvores de habilidade, receitas de poção ou escolhas de escola atrás de um paywall destruiria toda a premissa de liberdade do jogador que torna esse conceito atraente.
Nenhuma janela de lançamento surgiu junto com esses detalhes, então a informação ainda é bem inicial. O que existe agora é um conceito promissor com detalhes suficientes para parecer real, atrelado a um universo que tem uma audiência gigantesca pronta para chegar no day one.
Se você quer sentir o gostinho do universo de The Witcher por uma lente diferente enquanto espera por mais notícias, Reigns: The Witcher oferece uma abordagem baseada em cartas do mundo de Geralt que vale muito a pena como uma experiência paralela. Também existe uma coleção sólida de guias de Reigns: The Witcher que vale conferir se você quer tirar o máximo proveito, além de guias de jogos mais amplos cobrindo o resto do catálogo de The Witcher e muito mais.








