Jogos de estratégia por turnos geralmente não recebem o tratamento Star Wars. A IP costuma ser voltada para jogos de ação, shooters e, ocasionalmente, RPGs. Então, quando o fundador da Bit Reactor, Greg Foertsch, falou recentemente sobre Star Wars Zero Company, sua gratidão pelos parceiros que tornaram isso possível ficou evidente.
"Olhando para algumas coisas que estão acontecendo na indústria, tudo parece muito derivativo. A arte sempre foi assim. Nos games não é diferente", disse Foertsch. "Mas acho que, ao observar a ousadia com que a Respawn e a Lucasfilm nos enxergaram, você vê esses dois gigantes apostando em alguém como nós, tendo a visão, a coragem e a convicção de arriscar em um estúdio totalmente novo."
Isso não é pouca coisa. A Bit Reactor é um estúdio novo. Star Wars Zero Company é o seu primeiro jogo. E estratégia por turnos, apesar de todo o amor dos fãs dedicados, não é o gênero que você escolhe quando está gerenciando uma das maiores franquias de entretenimento do planeta.
Por que Midnight Suns torna isso ainda mais relevante
O ponto é: Foertsch e uma parte significativa da equipe da Bit Reactor vieram do trabalho em Marvel's Midnight Suns, um jogo de tática com um elenco estelar de quadrinhos que, ainda assim, flopou comercialmente após o lançamento. Esse contexto importa. E muito.
Personagens familiares e uma licença amada não garantem vendas automaticamente nesse gênero. Midnight Suns provou isso da pior forma. Então, o fato de a Lucasfilm e a Respawn olharem para esse histórico, para um estúdio novato, e ainda assim darem sinal verde para um jogo de tática de Star Wars é algo genuinamente notável.
Foertsch reconheceu isso: "Seria muito fácil para eles seguirem o padrão e continuarem imitando o que já fizeram e o que os jogadores esperam. Mas aqui você tem duas empresas que tiveram a coragem e a convicção de acreditar em tentar algo diferente e oferecer algo novo ao seu público."

Turn-based combat in action
O cenário da indústria que faz isso se destacar
O elogio de Foertsch ganha outro peso quando você considera o que está acontecendo no mercado de games atual. Mais de 19,000 jogos foram lançados na Steam no ano passado, e quase metade deles tem menos de 10 avaliações. A economia da atenção é brutal, e as publishers estão cada vez mais avessas ao risco.
Diante desse cenário, ter dois grandes players apoiando um estúdio estreante em um gênero de nicho, com uma das IPs mais valiosas do mundo, é um ponto fora da curva. "Não tenho palavras para descrever o suporte que recebemos de ambas as empresas", disse Foertsch. "Isso simplesmente não é mais comum."
O segredo aqui é que Zero Company não está tentando ser apenas um Star Wars XCOM. As primeiras impressões sugerem que o jogo se aproxima mais de Mass Effect, com tática por turnos e permadeath, focando em um investimento real nos personagens, e não apenas um simulador de combate em grid com sabres de luz. Essa ambição é exatamente o que faz o apoio da Lucasfilm e da Respawn parecer merecido, e não apenas um cálculo comercial.
O que isso significa para os fãs de tática
Para os jogadores que esperavam por um jogo de tática com valores de produção genuínos e uma história que valha a pena, Zero Company promete ser um dos lançamentos mais interessantes no horizonte. O gênero tem tido um ressurgimento silencioso com Midnight Suns, Xenonauts 2 e Gears Tactics, mas um título completo de Star Wars com esse nível de suporte é uma proposta totalmente diferente.
Os comentários de Foertsch sugerem uma equipe que sabe exatamente quão incomum é sua situação e que está levando isso a sério. Esse tipo de consciência tende a produzir jogos melhores do que estúdios que tratam uma grande licença como algo garantido.
Fique de olho em Star Wars Zero Company conforme mais detalhes surgirem. Para as últimas notícias e coberturas de games, não deixe de conferir mais:








