Visão Geral
Destroy All Humans! é um remake do clássico de 2005, reconstruído pela Black Forest Games e publicado pela THQ Nordic em julho de 2020. O jogo coloca você na pele de Cryptosporidium-137, um alienígena Furon enviado para a Terra nos anos 50 para coletar DNA humano e evitar a extinção da sua espécie. A premissa parece absurda, e o jogo abraça essa vibe com tudo, misturando uma gameplay de mundo aberto com uma sátira afiada da cultura americana da Guerra Fria, paranoia governamental e a conformidade dos subúrbios.
A história acompanha Crypto-137 enquanto ele rastreia seu antecessor desaparecido, Crypto-136, enquanto enfrenta as forças militares dos EUA e desmantela a Majestic, uma organização governamental sombria liderada por uma figura chamada Silhouette. Orthopox-13, o handler do Crypto na nave-mãe, manda os briefings das missões com um sarcasmo tão bom que até a exposição da história fica divertida. O roteiro detona o Macarthismo, os clichês de invasão alienígena de filmes B e a cultura pop dos anos 50, e o humor acerta em cheio na maioria das vezes.
A Black Forest Games não fez apenas um upscale do original. O remake traz novas missões, controles atualizados, um visual repaginado, skins extras e habilidades retrabalhadas que deixam o jogo com uma cara atual, sem perder a essência que fez a versão de 2005 marcar época.

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Gameplay e mecânicas
O loop principal gira em torno de dois modos: caos a pé e combate com o UFO. A pé, Crypto carrega uma seleção de armas alienígenas e habilidades psíquicas que definem sua build:

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- Zap-O-Matic: controle de multidão elétrico
- Disintegrator Ray: reduz humanos a cinzas
- Anal Probe: exatamente o que o nome sugere
- Psychokinesis: levante e arremesse objetos e pessoas
- Body Snatch: disfarce-se de humano para se infiltrar em áreas
O Body Snatch adiciona uma camada de stealth às missões. Crypto pode ler mentes humanas para coletar intel ou escanear multidões em busca de alvos cruciais, e se misturar exige gerenciar um medidor de disfarce que cai quando os NPCs ficam suspeitos. É um sistema simples, mas que quebra bem o ritmo da carnificina constante.
As seções de UFO focam na fantasia clássica de filmes B. Pairar sobre as cidades e soltar raios da morte, raios de abdução e explosões de quantum deconstructor em comboios militares nunca perde a graça, nem depois da décima vez.

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Mundo e ambientação
O jogo se passa em várias áreas abertas distintas na América de 1959, desde fazendas rurais até instalações militares e bairros residenciais. Cada mapa é compacto para os padrões atuais, mas a densidade de objetos destrutíveis, civis em pânico e unidades militares reativas mantém tudo muito vivo. A estética acerta em cheio na era: drive-ins, cercas brancas e agentes do governo de terno preto em cada esquina.
A sátira é o ponto mais forte do cenário. Pôsteres de propaganda, transmissões de rádio e diálogos de NPCs tiram sarro da paranoia e da conformidade da época com detalhes que mostram que o jogo foi bem pesquisado. O desprezo do Crypto pela humanidade soa como um desprezo alienígena genuíno, e não apenas vilania de desenho animado, o que dá um toque especial ao humor.
Impacto e legado
O Destroy All Humans! original conquistou uma fanbase devota na era do PS2, e o remake preserva o que funcionava enquanto corrige as arestas. A nota na PlayStation Store está em 4.34 de 5 estrelas com mais de 7.400 avaliações, o que reflete uma galera que curtiu muito o que recebeu. O remake está disponível para PC via Steam e Epic Games Store, PlayStation 4, Xbox e Nintendo Switch, tornando-o uma das entradas mais acessíveis do catálogo da THQ Nordic.

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Para os jogadores que querem um jogo de ação em mundo aberto que não se leva a sério, Destroy All Humans! entrega uma bagunça constante embalada em um roteiro genuinamente engraçado. A fantasia de invasão alienígena raramente foi executada com tanta personalidade.







