Ozark é aquele tipo de jogo que espera que você se vire sozinho. Ele traz tutoriais e dicas, mas quando o assunto é combate, você basicamente aprende na prática, durante a gameplay.
No começo, isso pode ser um pouco frustrante. Você nem sempre sabe exatamente o que o jogo quer que você faça, e alguns sistemas levam um tempo para serem compreendidos. Mas, depois que a ficha cai, isso se torna parte da experiência.
O que mais se destacou é que o combate realmente te faz pensar. Você não pode simplesmente entrar em uma área e sair atirando em tudo o que vê. Munição e suprimentos são limitados, então cada confronto vira uma questão de onde atirar, quando atirar e se vale a pena gastar recursos ali.
O que eu curti

Ozark-Combat
O combate te faz pensar
O combate foi provavelmente a melhor parte de Ozark.
Você não pode simplesmente sair dando tiro a esmo, porque a munição é escassa. Cada disparo parece importante, especialmente quando você não faz ideia de quando vai encontrar o próximo suprimento.
Essa escassez te força a prestar atenção no posicionamento e a fazer cada tiro valer a pena, em vez de sair gastando bala e torcendo pelo melhor.
Você também pode saquear os inimigos depois de eliminá-los, o que rapidamente vira um hábito. Suprimentos não estão exatamente em todo lugar, então revistar corpos e vasculhar o ambiente é uma parte importante para se manter vivo.
Parece simples, mas isso dá ao combate um ritmo satisfatório: lutar, buscar, explorar e decidir se o próximo encontro realmente vale os recursos.
As mecânicas de sobrevivência adicionam uma camada extra
Ozark também tem um lado de sobrevivência que lembra Fallout. Você precisa gerenciar coisas como comer e beber, o que adiciona uma camada de dificuldade sobre os recursos já limitados.
Mecânicas de sobrevivência como essas às vezes podem parecer um trabalho repetitivo, mas aqui elas se encaixam muito bem com o foco do jogo na escassez. Você fica constantemente pensando no que tem e no que pode precisar mais tarde.
Isso faz com que o mundo pareça menos uma série de arenas de combate e mais um lugar onde você realmente precisa sobreviver.
O co-op local é um destaque
Um recurso que realmente eleva a experiência é o local co-op.
Poder jogar com outra pessoa torna tudo mais prazeroso. Ozark já pode ser exigente jogando solo, então ter alguém ao seu lado torna a exploração e o combate contra inimigos algo mais gerenciável.
Mais importante ainda: torna o jogo mais divertido. Buscar suprimentos, explorar áreas e enfrentar inimigos juntos dá à experiência um sentimento completamente diferente.
O que eu não curti

Ozark-Stage
A câmera exige um tempo de adaptação
A câmera foi provavelmente a maior fonte de frustração.
Ozark é tecnicamente apresentado em uma perspectiva de terceira pessoa, mas carrega uma qualidade que lembra jogos 2D. Se você não está acostumado com esse estilo, pode ser um pouco confuso no começo.
Uma câmera de terceira pessoa mais tradicional teria facilitado as coisas, especialmente durante o combate. Houve momentos em que não ficou totalmente claro onde o personagem estava em relação a um inimigo ou objeto.
Depois de um tempo, você se acostuma, mas nunca deixa de ser algo que você nota.
O sistema de lock-on pode ser frustrante
O sistema de mira também causou problemas. O jogo trava a mira nos inimigos quando eles estão dentro do alcance, o que significa que às vezes você precisa chegar mais perto antes de conseguir alvejá-los corretamente. A parte frustrante é que o lock-on nem sempre escolhe o que você realmente quer.
Houve momentos em que tentei mirar em um inimigo logo à frente, mas o jogo travou a mira em um barril.
Isso é particularmente irritante quando a munição é limitada e cada tiro conta.
Mirar com a arma (ADS) também se tornou uma necessidade frequente, não apenas pela precisão, mas simplesmente para ver o que estava à frente, já que a câmera normal não te dá muito campo de visão. Isso significava passar muito tempo mirando apenas para explorar o ambiente.
Os passos são muito barulhentos
Essa é uma reclamação pequena, mas o áudio dos passos é notavelmente alto.
Depois de um tempo, o som se torna distrativo durante a exploração. Não é um problema que quebra o jogo, de forma alguma, mas é aquele tipo de coisa que você começa a notar e não consegue mais ignorar.
Exploração é parte da experiência

Ozark-Objective
Um aspecto interessante de Ozark é que ele te dá objetivos sem sempre deixar óbvio como alcançá-los. Houve seções em que o objetivo estava claro, mas o caminho até ele, não.
Isso pode ser frustrante, mas também te incentiva a explorar mais o mapa.
E a exploração parece valer a pena justamente por causa da escassez de suprimentos. Quando você sabe que pode precisar de mais munição ou recursos, você tem um motivo real para verificar áreas que, de outra forma, você ignoraria.
Vasculhar cantos, revirar salas e voltar por áreas já percorridas se tornam hábitos naturais. Encontrar algo que você realmente precisa faz com que esse esforço pareça gratificante em vez de tedioso.
Veredito inicial
Ozark não fica te dizendo como jogar o tempo todo, e isso é, em grande parte, um ponto forte. Você recebe tutoriais e dicas, mas boa parte da experiência vem de experimentar, cometer erros e, eventualmente, entender como as coisas funcionam.
A escassez de recursos é o elemento que mais se destaca. Munição e suprimentos limitados te forçam a pensar antes de entrar em uma luta, e revistar inimigos e ambientes se torna uma parte central da sobrevivência, e não algo secundário.
A câmera e o sistema de lock-on são os pontos mais críticos. Ficar com a mira travada em um barril quando um inimigo está bem na sua frente nunca é divertido, e os passos barulhentos se tornam cansativos com o tempo.
Mas, apesar desses problemas, Ozark tem mais personalidade do que um shooter comum. As mecânicas de sobrevivência, o gerenciamento de recursos, a exploração e o co-op local trabalham juntos para criar algo que parece genuinamente bem pensado.
Não é um jogo que facilita as coisas. Às vezes isso joga contra ele, mas aprender a sobreviver também é uma grande parte do que torna jogar Ozark prazeroso.
Análise de Ozark: 7/10








