A Sony teve um 2025 bem complicado em quase todos os aspectos, mas ver a empresa cair para a 21ª posição entre 28 publishers no ranking anual do Metacritic ainda dói. A plataforma acabou de soltar o ranking completo de 2025, e o resultado é um verdadeiro soco no estômago para os fãs da PlayStation.

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Como o Metacritic monta essa lista
Todo ano, o Metacritic faz o cálculo da produção de todas as publishers (exceto mobile) e as classifica pela porcentagem de lançamentos que foram considerados "bons" ou "ótimos" pelos agregadores de críticas. O volume também conta, por isso uma publisher não consegue simplesmente lançar um único indie bem avaliado e levar a coroa. A lista deste ano cobriu 28 publishers no total.
O top 12, ranqueado
Veja como ficou o topo da lista:
A PlayStation amargou a 21ª posição. Não aparece na tabela, mas o impacto foi sentido por todo mundo.
Square Enix no topo, de alguma forma
A Square Enix liderando a lista é aquele tipo de resultado que parece óbvio olhando para trás, mas que pegou muita gente de surpresa. Em 16 anos de rankings do Metacritic, esta é a primeira vez que a Square Enix alcança o primeiro lugar. A publisher lançou 9 títulos em 2025 e todos foram avaliados como bons ou ótimos pela crítica. É um aproveitamento perfeito em toda a sua lineup, o que é muito mais difícil de conseguir do que parece.
O detalhe é: muita gente não estava prestando atenção em como a Square Enix manteve a consistência na entrega de qualidade em 2025. Não foi um único lançamento pesado que carregou o time. Foi uma sequência constante e sólida de títulos e ports que os críticos continuaram aprovando.
Capcom mantém sua sequência viva
A Capcom em terceiro lugar é bem menos surpreendente. A publisher vem em uma sequência de lançamentos de qualidade há vários anos, e o lançamento de Resident Evil Requiem em 2025 só deu mais gás para esse momentum. Sete lançamentos, 93% bons ou ótimos. Isso não é sorte, é um sistema de grind bem feito.
O Xbox em quinto também merece uma análise. O Metacritic soma os títulos da Activision, Blizzard e Bethesda aos números do Xbox, o que infla a contagem para 21 lançamentos. O lançamento de Forza Horizon 5 no PS5 também entrou nessa conta. Então, o número reflete todo o guarda-chuva da Microsoft, e não apenas a produção dos estúdios first-party do Xbox.
A Ubisoft em 11º e a EA em 8º ficaram à frente da Nintendo, que terminou em 12º apesar dos 18 lançamentos e do ano de lançamento do Switch 2.
O ano surpreendentemente quieto da Nintendo
A Nintendo fora do top 10 é quase tão surpreendente quanto a posição da Sony. A empresa lançou o Switch 2 em 2025 e ainda empurrou 18 lançamentos, mas apenas 68% deles foram considerados bons ou ótimos. É volume suficiente para se manter no jogo, mas não houve a consistência de qualidade necessária para chegar no topo.
Ubisoft e Xbox terminaram à frente da Nintendo. Essa frase pareceria um absurdo alguns anos atrás.
O 2025 da Sony em uma estatística brutal
A PlayStation em 21º de 28 é a manchete, mas o detalhe que realmente gira a faca é este: o jogo da Sony mais bem ranqueado de 2025 no Metacritic foi The Last of Us Part 2 Remastered. No PC. Um remaster de um jogo de PS4, portado para uma plataforma para a qual a Sony nem fabrica hardware, foi a melhor coisa que a publisher entregou segundo os críticos.
Death Stranding 2 e Yotei tiveram um bom desempenho individual, mas lançamentos como Lost Soul Aside puxaram a média geral para baixo. A falta de jogos first-party novos e bem avaliados deixou a Sony com pouco material para trabalhar. A aposta em live-service, que definiu grande parte da estratégia da Sony na era PS5, não gerou as vitórias críticas necessárias para compensar as lacunas.
Para contexto, a Sony venceu este mesmo ranking em 2023. A queda do primeiro para o 21º lugar em dois anos é brutal. Vale a pena conferir o detalhamento completo e os vencedores desde 2011 se você quiser os dados completos do ranking de publishers. Se a produção da Sony em 2026 vai mudar esse cenário, depende muito de quais títulos first-party serão lançados e se eles vão agradar a crítica este ano. Não deixe de conferir mais:








