O gênero de extraction shooter tem fama de ser impiedoso com os jogadores. Perdeu a run? Perdeu o gear, e tem que começar do zero. O estúdio sul-coreano Royal Crow aposta que essa reputação é exatamente o que trava o gênero, e seu novo jogo, Waste The Fallen, foi criado justamente para virar esse jogo.
O game foi revelado esta semana com uma proposta direta: um extraction shooter com temática Lovecraftiana em um mundo consumido pelo horror cósmico, onde o objetivo é sobreviver o tempo suficiente para extrair loot cada vez mais valioso, sem aquela crueldade clássica do gênero que te pune a cada falha.
O mundo que a Royal Crow construiu
Waste The Fallen joga os players em um mundo fragmentado dividido em várias zonas, cada uma mais perigosa conforme você avança. Você joga como um Deviant, uma classe de personagem focada na mecânica de Bio-Arm, que combina skills e upgrades para melhorar sua sobrevivência conforme a gameplay fica mais tensa. Quanto mais tempo você fica em uma raid, mais o ambiente se deteriora ao seu redor, e existe um medidor de sanidade que rastreia o quanto você está perdendo a cabeça.
Esse sistema de sanidade é uma das escolhas de design mais interessantes aqui. Em vez de apenas jogar mais inimigos na sua tela, o próprio mundo se torna mais ameaçador quanto mais você demora. É um sistema de pressão que recompensa quem sabe a hora certa de extrair, e não apenas quem sabe lutar.
Os jogadores também vão montar e dar upgrade em um esconderijo pessoal entre as runs, com estações de crafting e armazenamento. Isso é o básico de qualquer extraction, mas a Royal Crow afirma que está focada em tornar isso algo mais útil do que apenas um checklist de base-building.
O que realmente importa: perder não acaba com você
Aqui está o ponto que separa Waste The Fallen da maioria dos concorrentes. O estúdio criou um sistema de safebox gigante que permite aos jogadores guardar equipamentos rapidamente durante a run, então uma extração falha não significa começar do nada. A intenção é manter a tensão de risco versus recompensa, mas removendo aquela parte frustrante onde uma decisão errada te faz perder horas de grind.
O produtor da Royal Crow, Byungnam Choi, foi direto: "Queríamos fazer um extraction shooter que te receba bem, em vez de te punir por aparecer. A Coreia tem um histórico rico de horror aclamado, e queríamos trazer essa atmosfera para um FPS Lovecraftiano. Nosso objetivo foi criar um mundo onde o medo cresce gradualmente no jogador, enquanto desenhamos uma estrutura de gameplay que recompensa a curiosidade e a exploração profunda, em vez de fazer o player perder tudo por causa de um único erro."
Essa filosofia está presente em todos os sistemas mostrados até agora. O loot escala conforme você se aprofunda na run, então ainda existe um motivo real para correr riscos. A diferença é que o prejuízo ao falhar é bem menor do que os jogadores estão acostumados.
Um closed alpha em semanas, não meses
O timing é rápido. A Royal Crow não vai segurar essa revelação por muito tempo, com um closed alpha limitado agendado de 4 a 8 de setembro, focado em jogadores da América do Norte. Isso é menos de um mês após o anúncio, o que significa que ou o jogo está mais avançado do que o esperado, ou o estúdio está confiante o suficiente no seu core loop para colocar nas mãos dos jogadores logo cedo.
Para quem está cansado do lado militar-tático do gênero de extração, só o cenário Lovecraftiano já faz Waste The Fallen valer a atenção. O gênero foi dominado por estéticas realistas desde que Escape from Tarkov definiu o padrão, e uma pegada de horror cósmico com diferenças mecânicas reais é muito mais interessante do que outro clone de mil-sim.
Se você tem pulado de um extraction game para outro sentindo que nenhum deles respeita seu tempo, o alpha de setembro é o primeiro teste real para ver se a Royal Crow consegue cumprir essa promessa. Para outra visão de um jogo que mistura desafio brutal com exploração recompensadora, confira nossa análise detalhada de WUCHANG: Fallen Feathers para ver como esse equilíbrio funciona em um gênero diferente.








