Visão geral
SoulQuest é um Metroidvania de ação e plataforma publicado pela Freedom Games que mergulha fundo na mitologia celta. Você controla um guerreiro que desafia Morrigan, a Deusa da Morte, abrindo caminho entre hordas de inimigos para resgatar a alma de quem você ama. A premissa parece simples, mas o jogo usa isso para construir um mundo conectado e hostil que pune a impaciência e recompensa quem realmente domina o ritmo da gameplay.
O jogo foi lançado em 1 de maio de 2026 para PC (Steam), Nintendo Switch, iOS e Android, tornando-se um dos poucos Metroidvanias indie com um lançamento cross-platform de verdade. Essa ambição multiplataforma é um diferencial e tanto para um título indie, já que a maioria dos jogos do gênero se limita apenas ao PC e consoles.

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Gameplay e mecânicas
Na essência, SoulQuest é um hack-and-slash de plataforma com a estrutura clássica de Metroidvania. Portas e caminhos se abrem conforme você adquire novas habilidades, e o mapa se conecta de um jeito que faz áreas antigas parecerem novas quando você volta com novos poderes. O combate foca no lado beat-em-up do gênero, premiando a agressividade em vez de um estilo defensivo.

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Principais mecânicas que você vai encontrar:
- Combate hack-and-slash focado em ataques corpo a corpo
- Exploração estilo Metroidvania com progressão baseada em habilidades
- Hordas de inimigos inspiradas na mitologia celta
- Poderes conquistados ao derrotar inimigos divinos
- Sequências de plataforma integradas ao mapa do mundo
A decisão de focar a progressão nas habilidades da própria Morrigan dá um peso temático ao combate que poucos sistemas mecânicos conseguem. Você não está apenas ficando mais forte; você está roubando poder de um deus.

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Mundo e ambientação
A mitologia celta é pouco explorada nos games, e SoulQuest aproveita muito bem esse espaço. Morrigan, como Deusa da Morte, é uma figura com profundidade real, associada ao destino, à guerra e aos mortos em batalha na tradição irlandesa. Usá-la como a antagonista principal, em vez de um vilão genérico, dá ao jogo uma identidade cultural única que o destaca no mar de Metroidvanias por aí.
O mundo é construído em torno dessa mitologia, e não apenas pegando emprestada a estética. Os inimigos e cenários refletem o material original, o que dá uma coerência ao ambiente que falta em muitos jogos de dark-fantasy genéricos.
Vale a pena jogar SoulQuest no mobile?
O lançamento simultâneo de SoulQuest para iOS e Android, junto com PC e Switch, é algo bem incomum para o gênero. Metroidvanias geralmente sofrem em telas touch, já que a precisão no pulo e a velocidade do combate não funcionam tão bem sem botões físicos. A presença do jogo no mobile sugere que os desenvolvedores criaram esquemas de controle específicos para cada plataforma, em vez de simplesmente portar um sistema único para os quatro dispositivos.
Para quem não tem acesso a um PC ou Switch, a versão mobile entrega o jogo completo, sem cortes, o que é a decisão certa para um título focado em exploração e progressão.

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Conteúdo e replay
O formato Metroidvania naturalmente pede várias jogatinas, já que quem conhece a ordem das habilidades pode fazer um sequence-break ou otimizar suas rotas em uma segunda run. A estrutura de SoulQuest, focada em recuperar poder de inimigos divinos, cria uma curva de progressão com marcos claros que dão uma sensação constante de evolução.
A camada de hack-and-slash adiciona um valor de replay que vai além da exploração, já que dominar os padrões dos inimigos e refinar sua build é uma satisfação por si só, independente de completar o mapa. Para quem quer ir além da história principal, os dois sistemas dão motivos de sobra para você zerar de novo.

