Halo: Campaign Evolved foi lançado em 23 de julho em early access para PS5, Xbox Series X e PC, e, na opinião da maioria, é um remake de peso de um clássico que todo mundo ama. Mas a internet gamer não quer saber disso. O papo da vez é a Lieutenant Williams, uma nova marine na campanha bônus do jogo, e se a existência dela é uma afronta pessoal à série Halo. Você provavelmente já imagina onde isso vai parar.
Para dar contexto, os fãs de Halo 3 lembram que a franquia nunca teve medo de incluir personagens de suporte marcantes de todas as origens. Este novo título segue essa tradição, mas um canto barulhento do X decidiu que a Williams é, de alguma forma, diferente.
O que a campanha bônus realmente traz
A Halo Studios construiu três missões inéditas em Campaign Evolved, ambientadas um ano antes dos eventos do Combat Evolved original. Master Chief e Sergeant Avery Johnson se unem para infiltrar uma nave Covenant e extrair informações, dando de cara com marines capturados no processo. Williams é uma dessas marines, e ela foi escrita com uma baita mágoa direcionada especificamente ao Chief.
O lance é o seguinte: existe uma razão lore totalmente coerente para a atitude dela. Os Spartans não foram criados originalmente para lutar contra o Covenant. Eles foram construídos para suprimir rebeliões humanas pelo espaço colonizado. Faz todo sentido que uma marine, mesmo encarando uma ameaça alienígena de nível de extinção, ainda guarde ressentimento pelo que os Spartans representam. O jogo justifica o ceticismo dela. O hate, porém, ignorou tudo isso.
As missões bônus também não estão livres de críticas legítimas. Algumas das trocas de farpas entre Chief e Johnson parecem mais um roteiro da Marvel do que de Halo, e uma frase reciclada de Halo 2 cai como uma bigorna em vez de ser um easter egg divertido. Esses são pontos válidos. Nenhuma das vozes mais altas na internet está falando sobre isso.
Como um único post acendeu o pavio
Um influenciador gamer no X postou que Williams era uma "personagem girlboss irritante" e que seria melhor para o Xbox ter descartado as missões bônus do que incluí-la. Esse post passou de 1 milhão de views. E foi feito por alguém que, por admissão própria, nem tinha jogado o game ainda.
O que veio depois foi previsível. Williams foi rotulada como "pura inserção de DEI", "feia" e "masculinizada", e virou alvo de edições de memes dando a ela o que a internet chama de "Instagram face", o mesmo tratamento que a Aloy de Horizon Zero Dawn recebeu anos atrás. O ciclo é idêntico toda vez.
Um padrão que a internet já conhece
Esse mesmo roteiro rolou durante o período de pré-lançamento de The Odyssey, de Christopher Nolan, que enfrentou um hate pesado nas redes sociais por causa do elenco antes mesmo de alguém ver uma única cena. O filme terminou com uma nota de 94% da crítica no Rotten Tomatoes com mais de 400 reviews e uma nota de 97% do público com mais de 10.000 avaliações, além de mais de $600 milhões na bilheteria. Os críticos mais barulhentos não tinham assistido ao filme.
O ponto aqui é que o hate fabricado e o sentimento real dos jogadores são coisas completamente diferentes. Campaign Evolved está recebendo uma recepção amplamente positiva de quem zerou ou está jogando. A polêmica está sendo movida quase inteiramente por quem nem tocou no jogo.
Para quem quer curtir o game pelos seus méritos reais, a coleção de guias de Halo 3 é um ótimo ponto de partida para revisar a lore da série antes de começar as novas missões. E se você quer explorar mais da história da franquia em outros jogos, o hub geral de guias de jogos está aí para te ajudar. A conversa que Campaign Evolved merece é sobre o que a Halo Studios construiu, não sobre uma personagem que algumas pessoas decidiram odiar antes mesmo de pegar no controle.








